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Say a Little Prayer for You by Aretha Franklin on Grooveshark

terça-feira, 27 de abril de 2010

Google antes da roda

Boa noite!

Quanto mais navego na Internet, mais dúvidas eu tenho. Estranho isso não é? Nos idos anteriores à roda, os seres alheios a Evolução, simplesmente não deviam pensar nela, nem no amanhã, quiçá na conta de luz... Então eles viviam um dia após o outro preocupados apenas com o rango do meio-dia; sim, pois não havia 'Sadia' naquela época, e digamos que satisfazer os prazeres de macho devia ser algo como uma incógnita, já que era um sentimento que eles não explicavam. Nem sabiam o que queria dizer sentimento. "Isso é coisa de maricas", eles deviam pensar. Aliás, não pensavam. Será que existia esse preconceito? Penso que não. Não havia certo e errado. Só uma coisa era certa, havia luz e sombra. E a esses 'delírios' da natureza, foram atribuídos deuses como padrinhos. É, os problemas eram poucos, mas imagina não ter nem ideia de como se explicar nada... Não tinham como saber se o que eles chamavam de dia estava certo, se podiam ou não comer a maçã e nunca descobrir quem matou a Odete Roitman!

Isso tudo para expressar que temos, a todo instante que tomar lúcidas decisões difíceis que podem nos influenciar por muito tempo e que trocar a opinião ou a decisão dá um trabalho danado. Bom, isso no meu caso. E no seu, já que tem condições de ler esse texto, optou por assim fazê-lo e se assim for, é razoavelmente independente, no mínimo.

Família ou amigos neste momento? De carro ou avião? Psicologia ou Relações Públicas? (e por que não Medicina, burrinha...). Casamento ou bicicleta? Marina ou Marcelo? Sorriso amarelo ou cara fechada? Vende ou sustenta? Á vista ou parcelado (Odon, não precisa responder...).

Anyway, isso ainda não atinge o Enzo, o meu mais novo sobrinho primo, aquele poço de sorrisão de uma orelha à outra que vive feliz e quando chora, a dedeira resolve ou outro brinquedinho qualquer.

O último sábado foi divertidíssimo (embora a distância geográfica do Rio e do meu amigo Xás convalescente... melhoras!) e me joguei na festa a fantasia como faço de costume. Mas no auge do ânimo, 'ranquei' os sapatos de festa e imediatamente lasquei a ponta do dedão no cimento puro. Ai! Que ai que nada, nem senti a topada. Chopp né? Só olhei para baixo e vi o mar de sangue cobrindo o Renda. Whatever, não dá para perder a festa, vambora. O chopp vai e as lembranças ficam...

Recebi das meninas um tão bem escrito 'Querido Diário' que narrou as façanhas das '5 no Rio' e me deu uma inveja danada. Branca, mas forte. E aí eu vi. Escolhi certo, pois alegria contagia e sei que fiz o meu papel onde eu devia mesmo estar, e no outro Estado, fizeram elas, permanecendo o que já foi bom ano passado, ótimo nesse e será sempre espetacular em todos os que virão. 

Espero ter na minha vida sempre a confiança de ter feito a escolha certa. E das erradas, levar comigo a parte boa. Mas o mais importante: quero não precisar conhecer as inúmeras vantagens do brócolis, mas acertar na refeição e, como se não houvesse rodas, diminuir o passo na espera do dia seguinte.

Viva o passado, o presente e o futuro!

Beijos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A Paz no Mundo

A paz no mundo começa dentro de mim,
quando eu me aceito, de corpo e alma,
e reconheço meus defeitos, com paciência e calma,
e em vez de me fragmentar em mil pedaçoes
eu me coloco inteiro no que penso, sinto e faço,
passageiro no tempo e no espaço,
sem nada para levar que possa me prender
sem medo de errar e com muita vontade de aprender.
A paz no mundo começa entre nós,
quando eu aceito o teu modo de ser sem me opor ou resistir
e reconheço tuas vitudes sem te invejar ou me retrair,
e faço das nossas diferenças a base da nossa convivência
e em lugar de te dividir em mil personagens
consigo ver-te inteiro, nu, real, sem nenhuma maquiagem,
companheiros da mesma viagem
no processo de aprendizagem do que é ser gente.
A paz no mundo começa
quando as palavras se calam e os gestos se multiplicam
quando se reprime a vergonha e se expressa a ternura
quando se repudia a doença e se enaltece a cura
quando se combate a normalidade que virou loucura
e se estimula o delírio de melhorar a humanidade,
de construir uma outra sociedade,
com base numa outra relação,
em que amar é a regra, e não mais a exceção.

por Geraldo Eustáquio de Souza

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Tô na Pista

Bom dia Dengue! Wherever você esteja... Nada como um bom repouso, certo?

Cumpri di-rei-ti-nho as recomendações e estou boazinha agora. Só me resta o cansaço pelo demasiado descanso (é, isso acontece...) e a ânsia de viver intensamente. Que lindo isso! Obrigado meus médicos do coração! E ao Mioflex A, é claro!

Mesmo assim deu pra pedir fritas no Comida de Buteco. Sim, porque preciso mais que uma denguizinha pra encarar jiló com efeitos especiais. Teve bom, tranquilo, revelador, pessoas novas, piadas antigas e... o Dipa! Tenho mesmo que brindar ao meu Amigo do Mês, pois desde muitos anos de convivência, tenho-o visto em sua melhor fase. Seja atlética (por falar nele, sou Ipatinga desde pequenina), psicológica... whatever, o Dipa tem sempre algo a acrescentar, engraçadinho, de bom humor, leva tudo numa boa e a parceira idem. Aliás, palmas pra ela, porque dar conta de quem divulga seu próprio apelido, não é das tarefas mais fáceis. Gosto da Núbia - mesmo com bico de arara - porque é mulher de assumir esse tipo de escolha, somos mulheres de peito. Só não assumiu a coçadinha. E tive que aceitar o título de Comichão com a Gira que, honesta que foi, acabou por revelar um dos hábitos mais normais da Terra, mas, contudo, todavia, entretanto nos foi negado pela maioria feminina absoluta daquela mesa naquele bar. Cada um com sua livre consciência, pois o que não tem nesta turma, são "Marias vais com as outras". Só na Dipa´s head...

Portas e garrafas sempre abertas a vocês. Na próxima vez que tivermos assim, um vale-nice, daremos outra e cada vez melhor, esticada para tratar de assuntos irrelevantes, sem sentido e fundamentalmente engraçados. Outro brinde ao bom humor!

A gente se vê numa quarta qualquer...

Beijos.

domingo, 18 de abril de 2010

Candida Albicans

Eu coço a lalá
Tu coças a lelé
Ela coça a lilí
Nós coçamos a loló
Vos coçais a lulú
Elas coçam a lylý

Até que a Maria Vais Com as Outras ganhou um Vale-Nice do sem noção do Pero Vais Caminha.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sick

Ressurgi das cinzas! Quer dizer, troquei emails com um amigo médico e os sintomas começaram a voltar... Ouvi um diagnóstico de "pode ser dengue" e corri pra cama. E vou te contar, a pré dengue me derrubou, imagino a danada inteira... Cê não tem noção! Depois de dois dias de descanso, voltei, mas vou te falar sinceramente, tô achando que não vai dar pra ficar aqui ainda!


E olha que o findi foi light, light. Casamento lindo de viver no sábado; Marcelo cheio de charme no tapete vermelho... Saiu do estrelato para sonhar com os anjos, no meu colinho. Aí o champagne teve que esperar. E esperou tanto que passou a vontade e o frio chegou com a força dos 15 graus para desafiar a classe das mulheres em eventos sociais. Essa incógnita é sempre boa: os homens que sentem muito calor, assam nos ternos; já as mulheres que normalmente tem frio, tremem nas alças finas e delicadas dos vestidos de festa. Enfim, sem as borbulhas da taça não consegui vencer o frio, o que ocorreu diferente com meu marido que aproveitou tudo no maior estilo Adriana-Adriana-Adriana. Well, alguém tem que dar o vexame nesta casa...

E as festas continuaram na cobertura da Santo Agostinho. Não sei se o Bonitão foi lá brincar, na verdade não sei quem levou a bola, mas sei que teve bom, como sempre!

Agora é sério, vou de novo no Life Center. Estou de novo zonza e um pouco quente, isso é fato. Eu, pessoalmente, duvido que os sintomas apontem algo mais grave que a famigerada virose ou a gripe por causa da mudança na temperatura. Mas, de qualquer forma, é melhor remediar. Better late than never.

Não há inspiração que resista à caixa de Tylenol no criado mudo...

Beijos e boa semana!

p.s.1: será que minha família vai mesmo aumentar?
p.s.2: as expressões em destaque são uma homenagem. Reconhece?

terça-feira, 6 de abril de 2010

Quase 100

Boa terça!

Como é a sua relação com o medo? Tem medo do medo ou encara olho no olho? Estão acontecendo coisas sinistras no meu prédio e também por ali. Nada que já não temos nos acostumado, infelizmente. Mas quando o ocorrido é muuuito próximo de nós, toma uma aura mais real. Hoje temos reunião de condomínio para tratar da mudança das fechaduras, pois entraram em dois apartamentos no mesmo dia, levaram tudo inclusive a cachorrinha. Gente sem alma, sem coração. Se forem sem dinheiro, não sei, mas sem educação, tenho certeza. Giramos, giramos e caímos sempre no problema número 1 do nosso país. Gente educada (em casa e/ou na escola) tem mais chances na vida, eu penso. E estão querendo cortar o benefício das nossas professoras (de nossos filhos na verdade), pois acham que elas já são suficientemente bem remuneradas e devem perder a bolsa e pagar a escola de seus próprios rebentos. Que furo faz no bolso um maternal de 700 pilas? É até engraçado isso. Antes de ser mãe não concebia a ideia de pagar quase mil reais só na escola! Quer dizer, não imaginava ser tão caro. Mas é. E essa é só uma das despesas... Anyway, não quero desanimar ninguém, os momentos compensadores são muito mais valiosos que essa micharia de reais. Nossa Senhora do Bom Salário, Amém.

Mas então, a história do medo começou na minha cabeça nesta madrugada. Estamos sob pânico constante, "Olhe para os lados ao sair", "Confira se o portão fechou, mas não fique muito tempo na porta", "Chave, tetra-chave, tranca, alarme, buzina...". E aí no meio da noite - em que o Marcelo era o único homem da casa - escutei um barulhão, tipo um soco na porta (ê imaginação...). Fingi estar dormindo, nem tirei o tapa-olho, mas o coração acelerou rapidamente. Foi baixando a adrenalina, os ombros mais relaxados... Não é nada, pensei. Eis que o tum-tum-tum volta mais forte e aí num instante lembrei que o homem da casa era o Marcelo, então era comigo mesma! Levantei como uma bala e fui abrindo as portas. As pernas já nem tremiam mais. Cheguei na sala e vi meu amigo vento querendo sair pela frestinha da janela. Estava entrando pela outra janela que muito saidinha, rebolava com a força do vento. Não me permiti ao "ufa!", fechei a janela pra-frente e corri pro quarto tateando os móveis para encontrar meu remédio de dormir, meu tapa-olho. Hoje, 19:30h, reunião para trocar também os segredos das janelas...

Sapassado foi a festa do Tio Washington e do Catito. Imensamente feliz com a presença dos presentes e de como o Nós Andamos Iguaizinhos está se entendendo cada vez melhor!


Palmas solenes para a Sueli com toda a simpatia e dotes culinários, Michael Bublé, Tineca, Claudio nas fotos, Carla nos copos, Kelly magrela, à Patty que como sempre não tem igual, à TPM e à interseção do conjunto, pois sem ela não haveria tanta coisa em comum.

Rodrigo, as usual, até o fim; Hudson foi pra casa antes do fim (unusual) e esqueci o chapéu da Cintia, como já previsto... Thanks!
Ah! Tem um prato e um copo dentro da tina...


Beijos.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Life / Oh Life / Oôôh Life...

Bom dia! Apagou as luzes no horário combinado em prol do Planeta? Ou você não acredita nas manifestações mundiais? Há quem diga que o homem destrói a natureza, outros acreditam que o fenômeno é natural e cíclico. O movimento esquenta-esfria-esquenta vem ocorrendo na Terra há milhares de anos e não foi noticiado antes, pois não havia televisão, internet... O globo não era globalizado. Who knows? De qualquer forma, que mal tem ajudar alguém? Se o homem não contribui para o aquecimento global, soltar CO2 à revelia ou jogar lixo nos rios é uma falta de educação antes de tudo. Então, caso as mudanças não sejam cíclicas, seja um cidadão mais gentil para com o seu semelhante. That´s it. No final das contas, com educação ganhamos sempre.

Este é um termo vasto. E cíclico. Sim, pois damos aos outros o que recebemos. E só recebemos, se damos. Quer dizer, educação vem mesmo do berço. Para os sensíveis que não tiveram uma orientação britânica, há como desenvolver ao longo da vida desde que se priorize assim. E quem não teve educação de berço, ao fazê-lo por si, passa a ter conflitos em casa. Pois mais uma vez, cumpre-se o movimento circular das relações e dos tratamentos. Relacionamentos são mesmo olímpicos. Uma vez que optamos por tê-los, a obrigação de nutri-los é constante, é crescente. E aqui eu falo de qualquer tipo de troca de "ois", seja comercial, entre amigos, marido e mulher, com filhos, etc. Ficar feliz com a felicidade do outro é a chave do sucesso. Mas que estabilidade resiste a uma TPM? Aos devaneios econômicos que cortam os luxos e atrasam aluguéis? Aos fracassos da vida adulta?

Comecei a ler um livro no sábado à noite (com vinte, eu ia pra Savassi nos sábados à noite, anyway...) e, anti-social que fico, terminei-o ontem. Deixei de ver a saída da Lia com 51% (êba, trá, lá, lá!) para chegar com gana à última página de "A Cabana". Best-seller, muita gente já leu, figurinha repetida ao redor do mundo. Mas quem sou, que não uma mera cidadã que tem fome dos assuntos comuns? Não pertenço a nenhuma tribo (além a que dá título a esse blog) e leio tudo o que me parece interessante e sem bocejos. Não sei se a história de Mack é verdadeira. Ele diz que sim, e o próprio autor nos deixa duvidar relaxado. Mas a experiência dele entrou fundo na minha alma, sofri com ele, duvidei as mesmas questões, eram minhas as suas perguntas e não dava para esperar a semana inteira para chegar ao fim. Não é uma narrativa machadiana, mas Machado como aquele, só mesmo ele, vamos combinar né...

Gente, leia mais! Eu adoro ler e sempre o faço bem na frente do Marcelo para incentivá-lo ao mesmo hábito. Louco para juntar as letras, ele está. Mas essa é uma reação normal de crianças em idade de pré alfabetização. Quero mais para ele, quero - como todos os pais e mães - que ele seja um trilhão de vezes melhor que eu. Em tudo. Começou bem...

E apesar do doce convite da Lu para curtir Lagoa Santa, não quis brincar nesse domingo. Obrigada também Odon! Perdi a corrida e mergulhei na deprê dominical. Amigão deve ter levado a bola pro pátio dada à alegria do Cadu que quis compartilhar comigo. E deixei também de inaugurar a mesa do casal que se lembrou de me parabenizar antes mesmo dos próprios envolvidos. Não se iludam, mulheres não esquecem datas... Aliás, no sábado de 20:30 às 21:30h, hora exata do apagão mundial, com certeza a casa dos Swaby (nunca sei se escreve assim) não apagou. Luz própria não tem botão ON/OFF...
 
E las gracias a toda a trupe de Itacaré pela singela lembrança. Mas até paraísos tem ouriços...

That´s all folks!
Bejos.