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Say a Little Prayer for You by Aretha Franklin on Grooveshark
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Deu não


Olha... Meu peito está apertadinho. Como já disse várias vezes, eu amo Copa do Mundo. E perder um jogo nas quartas é de uma força tão grande quanto o amor pelo mundial. Tristeza. E para piorar, há horário comercial após a derrota. Duro hein! Cruzei a cidade e não peguei nenhum congestionamento. As vuvuzelas se calaram. Mas os cartórios estão lotados, vai entender...

Apesar do meu esforço, não consigo convencer minha cabeça racional a dar o devido valor que um jogo de futebol tem. É apenas um jogo de futebol... Mas hoje está difícil entender isso, aceitar assim. Não tá saindo o sorrisão...

Não há como culpar ninguém. Nem o Dunga, Kaká, a meia do Dipa... Quando não é para ser, simplesmente meu caro, não é. Cada um fez seu esforço, mas deu não.

Anyway fico feliz apenas por ter o direito de expressar minha tristeza. Hoje todo mundo entende a cara feia, a lágrima doída. Há quem não entenda e ainda tire sarro desse 'exagero'. Ok, hoje todo mundo tem direito.

E seguimos. Sonhando.

Valeu Seleção!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Casamento da minha melhor irmã

Bom dia!

Ai, hoje tem jogo... E seguindo instruções do Rodrigo, devemos repetir a roupa, meias para pés quentes e Brasil na cabeça e coração. Haja! Adoro o Chile. Recebeu-me muy bien, ótimos bijus, autores, vinhos e carnes mal passadas. Pero hoy... BH acordou tensa, engarrafada, fria e atrasada. Que isso não se repita com os meninos do Dunga, pelamordedeus...



"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d'água, nesse momento perceba: existe algo mágico entre vocês."

casou. Linda, loira (certo Xaxá?) e firme. Mais que meu salto no dançante tapete verde que levava ao altar. Foi uma emoção engraçada. Não tenho muita experiência no assunto 'dama de honra' e pude comprovar, não é uma tarefa fácil. Marcelo que já sabe de cor os protocolos 'cerimonialísticos' do casamento, me ajudou muito, segurou a minha mão e disse: "Vamos mãe? Se quiser tossir, respire fundo", disse do alto de sua também experiência com gripes e resfriados. E ele estava certo. Na hora H, não tossi, não ouvi, não enxerguei. Mas caminhei e cumpri o ritual. Confesso que demorei a pousar no meu lugar reservado, pois o chão sumiu e as lágrimas insistentes queriam mudar meu foco. Deixei rolarem e aos poucos fui percebendo o meu redor, a minha família e sentindo as palavras do padre, uma a uma, invadirem meu ser. Casamentos são lindos. Este foi bem especial, mas também chorei com a emoção da Kizzy ao ver a Carla com o nariz quebrado (senti só um pouquinho de ciúmes...), o Hudson embriagado de amor pela Lu, o Marcelo cantando pra Mariana, enfim... o amor constrói!

Ontem em seu primeiro dia de casada, Rezinha sentiu frio e desafiou o romance. Vestiu a calça de oncinha por baixo da mini saia jeans e completou o look com o velho casaco cinza emprestado por outro alguém. Eu olhei a cena emocionada e ela me atropelou com a pergunta: "Tá pensando que a sua irmãzinha casou Dri...?", me lembrei do padre e da cerimônia, "Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedos e cabelos emaranhados...". Tá certa , vai e arrasa!

É isso aí, reconhecer o amor não é simples. Mesmo porque, ele vem sempre disfarçado de atração, admiração, conforto, empatia, amizade... Como saber se é amor? Não há como. Romeu e Julieta podem ter se antecipado e acabaram por entregar a alma com certa pressa. São os percalços do amor. Todos querem se apaixonar, a vida tem menos ar, mas fica muito mais colorida. Quem não ama o frio na barriga? Há brilho mais intenso que os de olhos apaixonados? E o ciúme inocente que inebria a alma e aproxima os corações? Há que ter sensibilidade para não deixar o amor passar. Ele pode surgir precoce ou tardiamente, mas ele vem, acena e não insiste. E ainda segundo o padre, "Algumas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram o amor verdadeiro. Ás vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção aos sinais. Não permitam que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR!"

Obrigada a todos pela presença, pelo astral, pelos passinhos na trilha musical, pelas lágrimas e pela alegria. Muitas pessoas me parabenizaram pensando ser eu a noiva (!). Renata agradece a confusão...

Beijos.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O Mundo é um Moinho

Olha, eu amo Copa do Mundo. Mesmo. É uma sensação diferente, de abraço coletivo, de queda nas taxas de juros, sensação de super potência, coração verde e amarelo! Será que a Copa é boa porque não acontece feito carnaval? O intervalo é bem grande e aumenta a expectativa. É como o Hudson faz em seus 'jantares', o melhor tempero é mesmo a fome. 

Anyway, por esse ou por outro motivo qualquer estou exalando alegria, envolvida até o pescoço com os resultados das seleções temíveis e ainda sentindo um gelado na barriga, pois a caçula vai casar. É muita emoção...

Falando nela, - ontem insana, hoje de cama - começou a apresentar os primeiros sinais da situação. Flor da pele, beira de ataques, detalhes imperceptíveis aos olhos humanos, mas que são flagrados pelos dela... está noiva total! Está tão responsavelmente atribulada com as funções de quem vai assumir uma vida, que não me deixou perceber um monte de coisas. Por outro lado, eu me apeguei muito ao jargão da vida moderna e estou sempre 'sem tempo', 'correria danada', 'tudo pra ontem', e acabo perdendo alguns sinais vitais. Mas ontem pude perceber no fundinho dos olhos dela um 'Dri, eu posso MESMO fazer isso?'.

Eu e temos uma relação de amor implícito. Culpa minha, com certeza. Não sou boa pra falar de amor e acabo criando essas dificuldades. Para me tirar do prumo, basta falar coisas boas de mim mesma. E Renata é toda fofa, delicada, meiga - claro que também nunca disse isso a ela; não sou boa pra falar de amor... - e sempre deixou restinho da mamadeira pra mim sem ter que pedir muito. Como são 5 longos anos que separam nossas datas de nascimento, lá em casa, ela podia tomar nescau na mamadeira, mas eu não, porque já era mocinha. Mas era um vício infantil, inocente e maravilhoso que eu não conseguia me livrar. Como mamãe já havia proibido, eu pedia (tá certo, às vezes eu ameaçava) pra deixar pra mim nem que fosse um restinho. E ela deixava, sempre! Eu tomava aquele néctar mas não agradecia como devia. Eu nem tinha ideia da imensidão daquele ato de bondade. Tive que abandonar o 'restinho' quando a Renata passou a tomar o nescau no copo...

E aí fomos vivendo assim, ela me ajudando no setor sentimentos reprimidos e eu representando uma mulher maravilha para minha irmã mais nova. Que exagero! Exagero sim, não tenho nada de maravilha, mas ela acha que eu aguento mais, que eu não tenho medo nem dúvida e sei resolver meus problemas. Ela acha que só não sei fazer arroz, mas levo minha vida de gente grande de forma fácil e natural.

Então, ontem quando vi o fundinho do olho dela me pedindo apoio, percebi que continua tudo a mesma coisa. Minha irmã mais nova vai se casar, fazer compras no supermercado, controlar a faxineira, pagar o condomínio e assumir a vida dela. Minha irmã mais nova cresceu. Mas ainda é e sempre será a minha irmã mais nova...

Eu nunca te disse, caçula, mas as minhas noites bem dormidas aconteciam por causa do seu 'restinho'; e que me lembro até hoje das sofridas lágrimas que não consegui segurar quando te deixei no primeiro dia de aula do Maternal I; e, ainda, sempre tive orgulho de você mesmo quando dançava 'Batatinha Frita 1,2,3'. E para declarações abertas por meio deste blog, é só. O resto mantemos em segredo; segredo de família.

Beijos e que venha a festa!

P.s.: Emocionada, estou hoje em luto por José Saramago e musicalmente apaixonada por Cartola.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Brasil X Coréia do Norte

Bom dia África do Sul!

Hoje é o primeiro dia do resto da nossa Copa, trá lá lá! Sou Galo de razão e coração, mas confesso que não acompanho os jogos nos vários campeonatos durante o ano. É muito jogo, e tem que haver tempo para unhas francesas, Friends e Marie Claire. Acompanhar todas as partidas talvez seja uma das poucas coisas que os homens conseguem fazer de forma concomitante, ou seja, tudo-junto-ao-mesmo-tempo. Meu marido insiste em falar ao celular enquanto dirige. Além do erro legislativo, passível de multa e whatever, é uma ação que definitivamente não combina com os homens. Uma coisa de cada vez e pronto. Multi ação é coisa para mulher, e Omo; that´s it! E cá prá nós, com exceção da Copa, futebol é mesmo sempre a mesma coisa. Meu pai, de quem herdei o amor ao CAM, conta uma passagem hilária do início do namoro dele com mamãe. Assistindo ao clássico do domingo, mamãe teve que aprumar o coração atleticano, pois era o passe necessário para alcançar o altar. Pois bem, assim ela o fez. Torceu, cantarolou o hino e acompanhou todo o jogo. Mas, ao fim da partida não se conteve e fez a pergunta que garantiu à memória a lembrança eterna: "Benhê, por quê ninguém passa a bola praquele moço de preto?" Eita!

E para esse ano em que a torcida está com média confiança, vamos nos juntar para aumentar a sorte. Nós e todos os santos... Espero que os jogos sejam ágeis e o tempo lento. E que os jogadores tenham ira nos pés e a platéia trate-os com carinho. Não entendo muito sobre escalações, mas sei quando um gol é gol. E só faz gol o jogador que tem paixão. Mas não uma paixão assim burra, que chega e chuta. A que marca o gol, tem fases. A do feeling para sentir o momento do ataque; do esforço para interpretar a jogada; da habilidade para reconhecer parceiros e adversários e, finalmente, o controle do frio na barriga na hora da decisão: acertar a rede sem marcar impedimento. Vejam bem, não jogo bola, mas faço isso todos os dias...

Muito, muito obrigada pelos comentários em peso no post passado. Laura Friche comentou via email me levando as lágrimas que aparecem por motivação. Se pudesse, deixaria aqui linhas escritas à pena tamanho respeito às palavras. De um diálogo comum, tomam forma, viram poesia. Renato Russo já dizia: explicar o que ninguém consegue entender, o que aconteceu ainda está por vir e que o futuro não é mais como era antigamente... Quem resiste a uma boa música?

Bom jogo Brasil!
Beijos em verde e amarelo.