Quando eu era pequena (rs!!!), achava que aos 30 anos seria adulta, grande (rs!!!), independente, mãe de vários filhos e quase velha. Santa inocência! Bom, tenho um filho que dispensa comentários (mas acho bom ressaltar o quanto ele é lindo, gostoso e representa quase toda a minha vida), parei de crescer aos 12 anos, sou cada vez mais dependente das coisas e das pessoas e me mantenho jovem. Como assim? Lá no tempo do Santa Maria, eu tinha uma noção diferente do sentido de ser adulta. Eu achava que adultos usavam óculos constantemente, só falavam de assuntos sérios, tinham menos humor que os jovens em geral e se divertiam pouco. O tempo foi passando e minha idade foi me aproximando desse tempo. Surpresa boa! E melhor, me mostrou o quanto eu estava enganada com minha referência das pessoas adultas que eu me relacionava. O pai da Patty devia ser o cara mais bravo do mundo quando eu era criança. É o Tio Washington! E agora sim, estou dispensada de explicações. A primeira vez que fui à casa do Rodrigo, quase morri de vergonha e tive um ataque de tosse tão forte que a Alcina teve que ficar ao meu lado, enfiando o Melagrião goela abaixo.
Ok, fiz as pazes com os trinta anos. Mas 40... Óculos para vista cansada! Errei de novo, e ponto final. Ivana recebeu a idade vestindo balonê de bolinhas! Quer dizer, que venha! Enxerga bem, mas tem memória curta. Faltou gente importante no vídeo, mas whatever... E do alto dos meus trinta e poucos pude enxergar (com a vista levemente embaçada) que o que envelhece é a alma. Problema envelhece, solução renova; mau humor envelhece, felicidade renova; solidão envelhece, festa renova; desamor envelhece, paixão renova! Saí de lá 15 anos mais jovem (tá certo que meio zonza e já encomendando a sopa de batatinhas pro domingo), e muito feliz por constatar mais uma vez que o tempo pode ser amigo da gente. O tempo é meu grande amigo. Me dá segundas chances e me permite sempre ver novidades onde parecia tudo estagnado. Não tem nada acabado. Há quem diga que no fim, tudo se resolve. Se não resolver, é porque ainda não chegou ao fim. Parabéns Ivana, pela idade, pela festa, pelo astral!
O chão é o fim e o céu é o limite. Constatou o Camané que, certamente, valorizará mais e mais os bilhetes de check-in. Aliás, a enfermaria está lotada! Núbia, Jaca, Izabella e os médicos vestidos de "plantões" (boa Rodrigo!). Sem contar com a maternidade, aí fecha a ala inteira! Tomei o maior susto com o susto da Stefânia e por ela estou aqui que puxou minha orelha com carinho.
Susto é a palavra dessa semana curta. Demodèe na sexta por encomenda do Jaca e da Fê! Não dá pra não ir...
A gente se vê dos anos 70 aos 2000, certo Pitoco?
Laura, tudo bem?
Beijo gente.






