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Say a Little Prayer for You by Aretha Franklin on Grooveshark

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eu disse que pararia a produção ortográfica às segundas-feiras. Disse, pois esse é um dia de reflexão doída, de ‘go back to work’. Mas às vezes, tudo o que eu preciso, é soltar as letras exatamente neste dia. E assim o fiz. E não posso deixar de achar graça quando as leio na terça, pois a vida me parece diferente quanto mais próxima estou da sexta-feira.

Quando criança questionava porque os dias de semana não trocavam de lugar com os do fim dela. E minha mãe dizia – como todas nós diremos – que eu aproveitasse a infância, pois era a melhor fase da vida. Não sei. A infância é de fato bem legal. Mas a adolescência é divertida também, ser adulto dá trabalho, mas dá retorno... Tenho saudades da leveza da infância, mas me recordo com pesar de querer fazer coisas que inexplicavelmente minha mãe não me deixava fazer! Por quê? Por quê? Para umas coisas eu era nova demais, já para outras, a idade já havia avançado... Uai, como assim? Diria a Lu.

Então, divagando como o Marcelo, o lance é viver de romance. Esse é mais eterno ainda que sua própria duração e mantém high nosso amor a tudo. Segredo das poucas rugas e boa forma. Amor a tudo. Romance com a vida. Com calma, com alma, sem saudade, com vontade, com coragem...

Viva o dia que vem após o outro!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

E o Vento, Levou?

Tristeza devia ser coisa só de artista. Eles sabem como ninguém transformar a dor em amor, em música, em poesia... Estou lendo Chico Buarque, vamos falar mais a respeito.

Detesto sentir saudades. Sentimento que maltrata. Nem um dia lindo no Reino do Céu Muito Azul tem a força de aplacar essa força contrária. Não quero ter saudade, quero viver a vida. Não quero ser quem não posso, não quero querer o improvável, não quero sofrer, quero viver... Tem várias formas de viver. ‘Quem? Qualquer um’.

...

Encontrei ontem um amigo que não via há muito tempo. Dá pra sentir que o tempo passa quando as memórias ficam assim. “Não te vejo há 10 anos!” Credo! Mas foi tão bom revê-lo. Lembrou-me da época em que senti mais medo e colhi vitórias de forma mais rápida na vida. Isso nunca mais se repetiu. Ou eu não me permiti.

...

Duda abriu as portas de seu palácio e os súditos entraram correndo. Sua mãe, a Rainha Naiara (ficou sonoro!), preparou quitutes palacianos enquanto o Rei Juniorl controlava o termostato. Sem falar na Pitty - a cachorrinha do Reino – que até agora não entendi porque deixei para trás. Decerto porque já tem dona né... Noite deliciosa cheia de lembranças das festas da Patty e do futuro que ainda não veio.

Um beijo e boa semana que promete ser de gente grande.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Nuvem passageira

Bom dia céu azul! E que azul...

Sabe quando uma música não sai da cabeça? Normalmente isso não acontece com Nando Reis ou Marisa Monte, estranho...

No fim da semana passada, terminei a sexta-feira devidamente no Globo Repórter, para me preparar para a maratona de mãe de little star. Sim, meu filho passou a madrugada treinando o sorriso de casamento (é nosso código para ele fazer cara de artista) para mostrá-los à lente profissional no dia seguinte. Acordamos com as galinhas (eu e a estrela) e em meio a pó compacto, rímel e gloss, Marcelo ainda ficou infinitamente mais lindo que eu e provou isso diante das câmeras implacáveis de um fotógrafo sensacional. O trabalho era simples, colocar glamour na vida profissional do Guilherme que, pela amizade o fizemos com prazer. ‘Amizade é escravidão... ’.

Minha norinha do destino foi conosco e já no carro começamos a ter uma idéia do que nos aguardaria aquele dia diferente. Crianças juntas já têm grande significado e é muito lindo. Ver crianças lindas juntas é algo indescritível. Bonitão chegou mais tarde, mas pelas contas do Duran, tinha crescido um pouquinho mais que o Arthur e na foto não ficaria legal...

Renata brilhou despistando o enjôo teimoso e Naiara – nossa modelo de calça jeans – correu do trabalho e, apesar de não conhecer o Legião, já domina Rosana, como uma deusa... Catito emprestou sua arte de diretor e fez o trabalho terminar com quatro crianças e cinco estrelas. A gente se vê num out door qualquer por aí...
 
O Recanto do Lazer há essa hora já nos aguardava de braços abertos. Escancarados. Que delícia!! Não teve excesso de vinho, cambalhotas na piscina ou na cama elástica que me fizeram desviar a memória dos acordes de “navegar teus sonhos”. E o som ainda teima, diga-se de passagem. Nem o adoçante no vinho me fez chorar. Aliás, o Hudson me fez chorar. Mas já esqueci, rs. Marcão despertou a curiosidade do Marcelo com seu comportamento 'emblemático', mas foi inspiração certeira nas longas horas de voz e violão, comportamento que só não assustou Ivana, Ana e Tati que até agora discutem o que vão levar pra Lua. Nessa viagem, o Rodrigo não vai, com toda certeza.

Meu filho está cansado até hoje, mas estou pronta pra viver com vocês tudo isso de novo. Em todos os detalhes, todas as situações. Sensação de férias de infância, de quinze dias na praia. Voltar pra casa com saudade é duro, mas a trilha sonora compensa...

Um beijo e breve regresso!



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Huguinho, Zezinho e Luizinho. Welcome!!!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Pra vocês...

Fim de semana gostosíssimo; sem surpresas, com surpresas...

Vivo mesmo de amor, vivo de família, vivo de música e letra. De lua cheia, de pôr do sol, de lágrimas, de sal, de Mel, de mãe...

E ainda vivo de calma, de ansiedade, dos dois juntos ao mesmo tempo; de planos, de mudança deles, de amores, de tristezas. Só não vivo de saudade.

Sobretudo vivo de dinheiro e preciso trabalhar.

Um beijo e desculpem a correria. Nando Reis fala essa semana.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Diversidade

É isso. Somos diversos, controversos, inversos, regressos. Vários são os sentidos que essa palavra exprime. Não há muita diversidade física no Japão, visto pelos olhos de quem habita um país de mamelucos. Haverá, no entanto, diversidade imensa entre 'os tri' que estão por vir, pois dizem que ninguém é igual a ninguém. De que é feito o par perfeito? De diferenças ou de coincidências?

Como tem gente diferente... Saíram do mesmo ovo, quebraram a mesma casca, venceram obstáculos semelhantes. E é esse o momento em que os iguais se tornam diferentes. A casca que construímos ao viver é bem mais densa que aquela que destruímos para nascer. Cada um vê um desenho na lua - coelhos só para os apaixonados. Todos olhando para o mesmo futuro, obscuro.

É duro o centro da cidade, mas sinceramente, a diversidade é rica, riquíssima.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Arroz, feijão, macarrão...

A inspiração é algo sublime. Fico feliz, até envergonhada e envaidecida quando alguém elogia o que lê por aqui. E tem os exagerados como a Vanessa (Vida´s sister) que chora ao me dizer que recebeu um e-mail meu e... Cortei seu coração com a poesia do “Oi, como vai?, vamos sair?, te aguardo., beijos”. Coisas que só a doce Vanessa sabe dizer...

Tive uma amiguinha no colégio que era ótima com ilustrações. Desenhava muito bem e não me despertava nenhum pingo de inveja, pois essa nunca fora uma facilidade minha. Marta hoje é uma grande pintora não descoberta pelo mundo e tia da Manu. Ela com as cores, eu com as letras. E não sei se fazia parte de uma forma antiga de ensino, mas o fato é que nas escolas em que estudei nunca houve preocupação em exacerbar minhas aptidões particulares. Tive que aprender sobre todos os assuntos da forma convencional. O sistema hoje é mais flex e os professores aceitam o desafio de apurar o que cada um tem de melhor e trabalhar nessas características. Se o aluno é mais musical, os pais são chamados à escola e tem a opção de educá-lo seguindo os preceitos mais lúdicos que teóricos. Bem, algumas escolas são assim e na minha época não estudei em nenhuma delas. O fato é que tinha que escrever a bendita “Composição” e ilustrar. Isso atrapalhava todo o meu processo criativo. Enquanto escrevia já sofria com o desenho que teria que fazer depois. Então, nas redações de tema livre, sempre falava de casinha... Mas isso mudou quando eu e Marta fomos da mesma sala. Eu escrevia dois textos e ela fazia dois desenhos. Ardilávamos assim...

A Sandy disse certa vez que não conseguia compor se estivesse feliz. E se alguém lesse seu caderninho de poesias, entraria certamente em depressão. Não está aberta aqui a enquete para dizer se gosta ou não das letras escritas pela Sandy, não é esse o point. Ela tem um lugar na mídia para chamar de seu e escreve letras que tocam corações. Mude o seu dial para descobrir a quantas anda o casamento com um dos membros da Família Lima – que merecem todo o meu respeito, pois são fantásticos no palco, by the way. Já Lô Borges explica que seu processo de criação está conspirado com o universo. Em dias bons, boas canções. A poesia não pode ser encomendada como fazemos com o Mc Chicken. “É... por favor, duas crônicas, uma música romântica e um jingle com apelo jovem. Para viagem, ok?”

Não posso reclamar. No amor ou na dor, os amigos são os mesmos... O findi foi sensacional, com a mãe dos tri no sábado à tarde e corridinha no domingo. Corri da corrida por causa da vida corrida. Que gracinha... Mas mantive o modelito 'jogger' para agradar o Rodrigo, que, aliás, brilhou no churrasco, cumprindo sua promessa. Sobretudo, oferecemos às crianças um domingo feliz. Apenas um tira gosto do que ainda vão viver por muitos e muitos anos tal qual Nós vivemos. Se Deus quiser...

E Deus parece querer, pois abriu mesmo a torneirinha e a boate não pára de encher. Guilherme em meio à ardilagem nos e-mails da Lila acabou antecipando a notícia que deixou o chefe da Renata estupefato com o tamanho do bouquet: Arthur vai ganhar um irmãozinho (sim, o papai jura que é XY), mas não conseguiu emplacar os 4 votos e seguimos com a eleição aberta a um dos temas propostos pela Naiara, aquela que não conhece o Legião. Perdoa Senhor! E sabe a máxima do irmão que vigia a irmã e encara o namorado espertinho? Não vai rolar com o Dipa... Alcina, obrigada pela presença deliciosa!
Espero mais finais de semana como o último e mais segundas como sextas. E mesmo que um dia, a tristeza seja fator cinequanon para fazer com que as letras virem palavras, continuarei AQUI celebrando a tragédia. Que ainda assim, no nosso caso, é linda, é poética e passível de paixão cega e avassaladora.

 

E como diz o Hudson, Nós Procriamos Demais!
Beijos cheios de sono...