terça-feira, 20 de julho de 2010
Hoje é Dia do Amigo. Parabéns!
Cresci ouvindo minha mãe dizendo que nossa relação devia ser absolutamente honesta e que não havia espaço para segredos entre nós. Devíamos ser as melhores amigas. Aquilo soava um tanto quanto estranho pra mim. Como assim? Hoje sei que esse conselho tangia mais que um desejo de conquistar uma amiga, era também preocupação de mãe. Ela queria poder contar com a minha sinceridade pois era uma forma de saber o que eu fazia da vida, com quem andava e onde, de fato, eu ia. E sempre soube. Salvo uns pequenos segredos – alguns escondi de mim mesma.
E sempre teve um sexto sentido em balançar o nariz quando eu apresentava a ela um amigo ou amiga que, por alguma razão extraordinária, ela não aprovava. Aí, eu achava que estava ganhando um amigo e tinha a minha mãe como a pior das inimigas. Chata!, eu pensava, Já tá implicando com minha amiga! Mas ela sem-pre teve razão em todas as suas premonições. Ela era suficientemente amiga para me livrar de emboscadas e eu a enxergava apenas como minha mãe...
Amigos... Não há como transcrever a importância desse capítulo na minha vida. Há quem viva sem tê-los e eu não sei como vivem. Falo pelos cotovelos principalmente de mim mesma. E, invariavelmente, a história de mim inclui Nós. E a impressão que eu tenho muitas vezes é que as pessoas que me ouvem também querem entrar nessas histórias. Como a Fê quer ser uma Helena, como o Hudson um Tribianni. E não sei o que há, que tipo de energia rege esse grupo, mas colore tudo com um tom azul-conforto, se é que existe essa cor. Agora existe.
E embora tenhamos temperamentos, momentos e desejos diferentes, aprendemos a entender isso. Aonde mais se encontra uma Patty, um Rodrigo, um Odon, um Xaxá? Aonde mais se vê amigos chorando sem razão, apenas porque algum outro bobo deixou a lágrima seguir seu caminho? Quem pode entender lua-de-mel em grupo? Dia dos Namorados em mesa para 12? Aonde já se viu Reveillon do dia 1º para o dia 2? E mais uma longa lista de acontecimentos bizarros, alguns impróprios para este blog. E outros bem pertinentes, como a Laura que habita este aconchego virtual e já se sente em casa. Porque Nós somos assim...
Com toda certeza sou a pessoa mais sortuda do mundo e repito isso a cada Dia do Amigo – mesmo que tenha sido criado, como sabemos, por um hermano –, pois tenho amigos que formam uma família e uma família inteira para chamar de amigos.
E a profecia da minha mãe se tornou um mantra. E caso ela não esteja disponível para me acompanhar como amiga, posso ainda contar com um anjo em forma de filho que se orgulha em dizer (disse isso sistematicamente até que ele aprendeu a repetir...) que ‘A mamãe é minha melhor amiga!’. É isso, filha de peixe, sereia é!
Beijos e abraços apertados!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Penso, logo penso mais
Olá!
Por motivo de uma mudança sinistra que aconteceu na minha rotina, fiquei off line uns dias. Escrevi mas não publiquei. E em dia de retomada, o tempo é curto para reflexões sobre as linhas de uma segunda-feira avassaladora. Para encerrar o epílogo, preciso dizer que essa semana está gostosa, reconfortante, cheia de sabedoria. Parabéns Lu, minha irmã separada no nascimento....
Será que todo mundo pára para pensar sobre as questões da vida ou só as mais curiosas? Ou sensíveis, ou à toa... Não sei. Sempre tento encontrar relações em tudo o que me acontece. Assim, outro dia o controle do portão da garagem não abriu no primeiro toque, fazendo com que tivesse que insistir com veemência até que o contato fosse feito e eu pudesse tirar o carro e ganhar a rua. Ok, em tempos de ‘tempos que passam rápido’, qualquer dois minutos fazem muita diferença e perdê-los é suficiente para dar início a uma irritabilidade que será testada inúmeras vezes ao longo do dia, dos dias. Mas eis que saio da garagem, e quando comecei a descer a rua – ainda irritada -, pude ver que outro carro não respeitou o PARE e cruzou velozmente a rua em que eu descia, mas que graças ao portão lento não tinha ainda alcançado a esquina. Deu para acompanhar? Se o portão tivesse aberto à minha primeira ordem, eu estaria na esquina quando o apressadão, zunando, invadiu o cruzamento. Os carros teriam se chocado, poderíamos ter-nos machucado, perdido o aniversário da Kizzy e tal e coisa. Como disse um amigo meu, ‘a vida ensina a gente’, basta para tanto reconhecer os sinais que ela envia. E essa my friend, é a tarefa mais difícil, com certeza.
Eu por exemplo tento ser mais racional a cada dia. Acho que a vida é assim e meu coração mole me prega peças por demais. Acredito mesmo em sinais, deuses, alma gêmea, em destino... Só não acredito em duendes. Conheci a casa da Julieta (Giulieta que amava Romeo e moravam em Verona) e me encantou como as pessoas se pegam a ‘qualquer-sentimento-que-seja’ na tentativa de serem mais felizes. Há fila, em determinado cerimonial de eventos italiano, de casais querendo abençoar as alianças no local onde se morreu por amor (!). A casa é bonitinha, bem pequenina e cheia de chicletes grudados nas paredes. Sim, os casais de todo o mundo vão até o casebre, colam o chiclete mascado, sopram para secar e assim que estiver no ponto, desenham um coração e escrevem o nome do casal dentro. Alguns ainda o enfeitam com aquela flecha característica. Já que a casa possui uma história de amor eterno, todo mundo quer um pedaço dessa sorte. Como eu sei disso? Fiz também...
terça-feira, 13 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Bom dia!
Mais uma semana e graças ao Dunga, sem interrupções... Anyway foram tantas notícias boas este fim de semana, que de fato amenizaram a dor que senti com a precoce volta do Júlio César pra casa. Tereza, a cubana com voz fantástica e presença de palco inconfundível, alegrou muito nossa noite de sábado que já prometia sucesso total, pois as crianças foram passar a noite na casa da Tia Patty com direito a pediatra 24h. Melhor que isso, só dois disso! E foi assim que pensaram Carla e Claudio. 'Duas jireto'!
Agora com calma. Após a tristeza profunda de sexta passada, tive uma noite péssima que envolvia laranjas e um silêncio ensurdecedor das vuvuzelas. Na manhã de sábado, resolvi trabalhar para esquecer, pois só isso me restava. Lavei copos, arrumei a sala, a cama, o armário e parei tudo quando começou o jogo da Argentina. Gente desculpa, não dá para torcer contra ninguém, nem mesmo contra nossos hermanos. Maradona (ou Maratona como diz e me corrige meu filho hilário) é quase uma caricatura. É esnobe, abusado, falastrão, mas profundamente apaixonado por seu país e a camisa azul clarinho e branca. E por isso ele deve ser compreendido, perdoado... "Porque metade de mim é amor e a outra metade também". Ele ama sem vergonha. E por esse amor ergue o peito e paga caro. Além do mais, a Argentina fora não nos coloca na repescagem. Copa do Mundo não é Dança dos Famosos.
Foi um jogo bom de ver, e quando estava no finzinho, Claudio me surpreendeu com a maravilhosa notícia dos univitelinos. Aí esqueci Brasil, Holanda, Argentina... e minha tristeza foi embora. O ardiloso mais sutil deste blog mandou a seguinte mensagem: 'Meus 2 já estão a caminho e os 5 do Cebola?' Calma né amigão! As palavras têm força... Agora repouso absoluto aos três e sucesso absoluto ao Nós. Parabéns, titia ficou mesmo muito feliz!
Na sequência, Mel doce como nunca, vai ter uma abelhinha ou um pequeno zangão (ou lambão?). Como diz o bonitão, a turma aumentou 1/3 em questão de horas e aqui há sempre lugar para mais um e/ou mais uma...
Tantas boas notícias, Clara e Marcelo disputando espaço com Otelo... Fomos bailar. Tereza, a cantora fantástica, foi com banda e cuia a um lugar especial que nos ofereceu uma noite criativa, engraçada e agradável. Muita gente fala que a Fê e o Jaca saem pouco, são mais caseiros, mas quando saem... segura o casal! E esse foi o resultado. Pitoco foi o primeiro a fazer dois-prá-lá-dois-prá-cá quando os outros visitantes ainda ostentavam a timidez. Fato este que foi fugazmente derrubado pela Shakira brasileira, uma dançarina louca, solitária, carioca e cinquentona que apareceu por lá e até tentou, mas não conseguiu nada com o Flávio (hum, hum), um simpaticão da mesa ao lado. Com uma dança sinistra, mas que alegrou a galera; menos o careca grosso e sem graça da outra mesa...
No domingo cumpri a maratona dos quatro aniversários (e não pude abraçar a Izabella, que me perdoe) fazendo a alegria do pimpolho que brincou como nunca e provou que sua Duracell dura mesmo 7 vezes mais.
Um beijo muito especial a Izabella, desejo de bom corte de cabelo à Fê e melhoras brasileiras ao Marcelo que parece ainda não ter superado o fim do sonho, do hexa.
Boa semana and keep dreaming.
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